Instituto Harmonia na Terra-Ecopedagogia,Carta da Terra, Ecologia
Esta é uma versão otimizada para celulares.

Tecnologia é aliada para otimizar as ações no terceiro setor


01/11/2010 - A internet já tem 65 milhões de usuários no Brasil e as redes sociais vêm revolucionando a comunicação. O Seminário Internacional de Tecnologia para Mudança Social TiB – Together is Better, em Florianópolis, mostrou como as organizações podem utilizar essas ferramentas para ampliar sua ação.

Emmet Carson, presidente da Fundação Comunitária do Vale do Silício, nos Estados Unidos, trouxe experiências de empresas de tecnologia que trabalham diretamente com organizações sociais. Segundo ele, as empresas agem assim por autointeresse, criam processos eficientes e desenvolvem expertise nas pessoas que atuam nas organizações, que podem também trabalhar nas empresas, ou desenvolver a comunidade, criando um círculo virtuoso. “A fundação provê um ambiente sustentável para negócios, que tem como resultado comunidades mais saudáveis”, observou.

Carson apresentou cinco exemplos de trabalhos colaborativos das empresas com organizações: colaboração em pesquisas e inteligência, como faz a McAfee; empréstimo de talentos, envolvendo funcionários (que se torna mais efetivo com a participação dos principais executivos); empresas globais agindo localmente, “coexistindo” com a cidade; desenvolvimento de programas educativos, como é o caso da Cisco; e aprimoramento de medições de resultado das ações.

Ele lembrou que as empresas, por possuírem recursos e influência na sociedade podem liderar um processo de mobilização social, também no Brasil. “A questão é como criar energia social. As empresas de TI podem ajudar as organizações e o fruto disso será mobilização”.

Michel Sciama, da Google do Brasil, trouxe números que mostram o impacto da internet no Brasil, utilizada por 65 milhões de pessoas, um a cada três brasileiros. O país é o sétimo no mundo no uso da internet e o segundo que mais tempo gasta nas redes sociais. Entre as redes, o Orkut lidera, com 29 de milhões de usuários, seguido do YouTube (25 milhões), Facebook (13 milhões) e Twitter (12 milhões). Sciama falou das possibilidades de uso integrado dessas redes pelas organizações e das ferramentas grátis disponíveis, como criação de sites e blogs gratuitos, Google Insights (para pesquisas por palavras-chave, que mostram tendências sobre um determinado tema), utilização do Picasa/Flick para publicar fotos, e o Google Grants, ferramenta de publicidade gratuita para organizações. O uso eficiente dessas possibilidades favorece a “encontrabilidade”. “A melhor maneira de encontrar seu público é ser encontrado por ele”, frisou Sciama.

A jornalista e pesquisadora Cátia Lassálvia reforçou o poder das redes nessa nova conformação da comunicação e apontou quatro passos para que as ONGs ou empresas consigam utilizá-las melhor, começando por monitorar a percepção das pessoas sobre a organização (por meio de ferramentas gratuitas como Google Alerts e Twitter Counter); depois, o outro passo é analisar os comentários encontrados, ver oportunidades e necessidades de atenção. Em seguida se define o que vai ser tratado em cada rede e de que forma, e finalmente, passar a usá-las e estabelecer indicadores de visibilidade, como aumento do número de seguidores. Cátia lembrou que com mais visibilidade as organizações que têm credibilidade ampliam sua influência e o engajamento social.
2300 *Patricia Abuhab

Criado em 02/11/2010.

<< Voltar


Esta é uma versão otimizada para celulares. Acesse o site completo aqui