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Governo decide prosseguir com o programa nuclear, enquanto energia eólica cresce21/05/11 - O desastre na usina nuclear de Fukushima, no Japão, teve a triste coincidência com os 25 anos da explosão dos reatores em Chernobyl, na Ucrânia. Esses episódios tornam claro o fato de que a energia atômica é perigosa e cara e mostram que países como o Brasil podem tomar a decisão de investir pesadamente em energias renováveis como a eólica e a solar. No debate “De Chernobyl a Fukushima: A Energia Nuclear não tem Futuro”, promovido em abril pela Fundação Heinrich Böll, a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que não há nenhuma justificativa para a energia nuclear no Brasil. Ela lembrou que o país precisa elaborar um planejamento energético para as próximas décadas, do contrário irá continuar a apostar em projetos como a usina hidrelétrica de Belo Monte e o complexo do Rio Madeira, ou a retomada do programa nuclear brasileiro, abandonado desde o governo Collor. As usinas de Angra 1 e 2, no Rio de Janeiro, geram apenas 2,5% da energia produzida no Brasil a um alto custo ambiental, pois o lixo radioativo é armazenado em piscinas no interior do complexo nuclear porque não existe um destino final para o material. O governo brasileiro também deu continuidade à instalação de Angra 3. Já os projetos de energia eólica no país, com entrada em operação prevista até 2013, somam R$ 25 bilhões em investimentos, conforme projeção da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica). Estão previstos 164 parques eólicos, assim divididos: Rio Grande do Norte com 72, Bahia 34, Ceará 26, Rio Grande do Sul 19, Santa Catarina com 10 e 1 em Sergipe, Paraíba e Rio de Janeiro. No Sul do país, a primeira central eólica foi instalada nos campos de altitude de Palmas-PR, em 2000, na divisa com Santa Catarina, com cinco aerogeradores e potência de 2,5 MW. Existe a intenção de ampliar o parque para 20 unidades. No lado catarinense dos campos estão instalados os parques eólicos do Horizonte, com oito aerogeradores, e de Água Doce, com 15, com previsão de ampliação para 82 unidades. Fontes: IHT, Folha de S. Paulo, Fundação Heinrich Böll. |
| Criado em 21/05/2011. << Voltar Esta é uma versão otimizada para celulares. Acesse o site completo aqui |
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