Instituto Harmonia na Terra-Ecopedagogia,Carta da Terra, Ecologia
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Escola sustentável


Guilherme Blauth e Patricia Abuhab


1. Existe desenvolvimento?
Desenvolvimento sustentável é uma expressão que, desde sua criação no final dos anos 70, passou a ser cada vez mais utilizada, atingindo seu auge de aceitação no final do século XX. A expressão transformou-se em uma espécie de "roupa tamanho único", serviu e serve para os mais diversos fins, designando desde crescimento econômico constante e duradouro até empreendimentos que têm algum tipo de preocupação com a questão ambiental. Alguns lembram que desenvolvimento sustentável também se refere ao futuro, a como será a vida na Terra daqui a 50 ou 100 anos.

Imaginou-se um desenvolvimento que pudesse suprir as necessidades da geração atual sem prejudicar as necessidades das gerações futuras. Mas "desenvolvimento" significa atualmente pelo menos manter os padrões atuais de crescimento da economia, ou aumentá-los. E como fazer isso sem destruir, sem derrubar mais matas, sem poluir os rios, sem criar novos aterros sanitários e lixões? A sociedade digital propõe criar máquinas cada vez mais sofisticadas e ecológicas que mantenham a escalada do nosso padrão de consumo. Mas como consumir mais se já ultrapassamos em mais de 20% a capacidade de reposição dos sistemas ecológicos? Como crescer para sempre? Crescer para quê? Para quem?

Consumir é um imperativo dos nossos tempos, se não o consumo desenfreado das elites mundiais, o desejo de comprar impulsionado pelo poder da mídia, que manipula a cultura de maneira cada vez mais eficiente e impõe padrões de consumo insustentáveis. Frei Betto afirmou em uma conferência que a televisão vende os olhos dos espectadores por 15 ou 30 segundos, que têm a ilusão de não pagar nada pelo serviço. Dominados pela TV e pela internet os seres humanos, amedrontados nas suas casas, acreditam que desenvolvimento é ter cada vez mais, sem nenhum limite, viajar pelo espaço, não envelhecer nunca, ter do bom e do melhor, se entorpecer todo o dia.

Desenvolver é não ver, deixar de envolver-se com a vida.
Vivendo em ambientes cada vez mais alheios à vida, o ser humano, solitário no mundo virtual, dificilmente compreenderá o complexo processo que fez com que cada item que consome e descarta chegue à sua frente. Ele prefere o conforto de banhos demorados, beber água em copos descartáveis, queimar toneladas de combustível fóssil para se aquecer e se mover. Amparado por uma tecnociência que acredita dominar a natureza, o ser humano se achou protegido e poderoso. Não quer mudar, mesmo sabendo que está minando a si próprio e que a necessidade primordial é viver em paz, ser feliz, sentir e aprender com a vida. Mais do que nunca precisa compreender e viver segundo os ciclos interiores e padrões cada vez mais harmônicos, conectados com os grandes ciclos naturais. Cada vez há mais evidência que desenvolvimento e sustentabilidade não são compatíveis, ou seja, não é desenvolvimento que o ser humano precisa.

Sustentabilidade é um dos princípios dos ecossistemas naturais, e revela-se como um caminho no qual andamos e aprendemos. Não há como pensar a educação do futuro sem incluir a percepção de como os ecossistemas naturais são naturalmente sustentáveis. Segundo Fritjof Capra (2003) "não há lixo no ambiente natural, o lixo de uma espécie é o alimento da outra" e portanto a energia flui através de ciclos que são fechados.

A sustentabilidade pode ser percebida em sua dimensão ecológica que mede a pegada de cada ser humano na Terra, o impacto de cada indivíduo junto às dádivas naturais, cálculo que é feito de diversas formas, nunca de forma muito precisa pela incapacidade que os cientistas têm em lidar com a complexidade das questões ecológicas. Por outro lado, a sustentabilidade também pode ser pensada no aspecto econômico: o que é uma economia sustentável? O trabalho realizado por Paul Singer é notável, buscando incansavelmente a sustentabilidade das relações econômicas, incluindo a solidariedade como valor econômico fundamental. Ele afirma que "para que tivéssemos uma sociedade em que predominasse a igualdade entre todos os seus membros, seria preciso que a economia fosse solidária em vez de competitiva" (Singer, 2002) A economia torna-se sustentável na medida em que se ecologiza, quando avançam os trabalhos de cooperativas e bancos populares, bem como as feiras de troca e grupos de consumo solidários e éticos.

A sustentabilidade pode ser apreendida em múltiplos ângulos. Olhar para a sustentabilidade social é perceber como é a distribuição de renda, bem-estar, afeto, relacionamentos, oportunidades. Pensar a sustentabilidade política é perceber a divisão e participação de toda a sociedade no poder. Sustentabilidade cultural se relaciona com o direito à diversidade cultural, o diálogo que se abre entre as manifestações culturais. O que une todas as visões de sustentabilidade são os valores humanos fundamentais de uma nova percepção ética, a cooperação, a solidariedade, o cuidado, o respeito, a integridade.

Como sustentabilidade é um processo utópico nunca acaba o caminho.
E esse caminhar pressupõe muitos aprendizados na vida cotidiana, que possam repensar hábitos poluidores ou comportamentos irresponsáveis e agressivos. A transformação que Gaia implora para a humanidade é de visão de mundo e de ações no planeta. Transformar é viver processos ecopedagógicos.

A vida é uma grande escola e para colocar a educação dentro de um contexto ecológico nasceu a ecopedagogia no fim dos anos 90. Segundo Francisco Gutiérrez (1999):
Somos essencialmente nossa vida cotidiana... e a vida cotidiana é o lugar do sentido e das práticas de aprendizagem produtiva.

A ecopedagogia deve levar o ser humano a uma nova e ecológica concepção de vida, ecologizar a educação e o ensino. E esse aprendizado é fundamentalmente ético-espiritual, que deve lançar mão da trilha já aberta pela educação ambiental, e, a partir dos sentidos que encontramos para a humanidade dentro de um todo maior, o planeta e o universo, repensar a maneira como se aprende as coisas e quais delas são significativas em um contexto de urgência ambiental.

Então a ecopedagogia pensa uma mediação ecopedagógica contextual, que tem como função descortinar a percepção da interdependência entre todos os seres vivos que habitam o planeta. Ela resgata valores imprescindíveis repetidamente valorizados por Paulo Freire (1997) como a amorosidade, a coerência, a liberdade, a tolerância, a humildade e a utopia.

2. Escola Sustentável
Como podemos dimensionar a sustentabilidade dentro da escola?
Será que alguma escola é realmente sustentável? É muito improvável. Contudo é perfeitamente possível avançar em direção a uma instituição com cada vez menos impacto ecológico, saber olhar e transformar seu espaço, criar ações, mobilizar as pessoas e a comunidade. Pensar o espaço-escola como um espaço de sustentabilidade é um grande desafio e deve ser igualmente um grande prazer. Significa não só compreender os fluxos de conhecimentos, pessoas e materiais, mas também contribuir para transformá-los. Poderiam ser alguns princípios norteadores para avaliar a sustentabilidade da escola:

• Prédio ecológico: bioconstrução;
• Consumo ético. Foco na produção do lixo. Partir da redução e seguir para o reaproveitamento, reciclagem interna e por último separação para reciclagem industrial;
• Reciclagem de água, captação de água da chuva, tratamento biológico de esgotos;
• Alimentação orgânica produzida na escola;
• Energia renovável: solar, eólica, biodiesel, etc;
• Desenho do espaço escolar com critérios permaculturais (desenho ecológico e filosofia prática desenvolvida pelo australiano Bill Molison) e agroflorestais;
• Gestão democrática em rede (a comunidade é a gestora da escola);
• Afirmação e estímulo da autonomia da escola e de seus alunos e colaboradores;
• Igualdade e diferença respeitadas: respeito à igualdade de direitos e respeito à diferença cultural.
• Conhecimento contextualizado, impregnado de sentido;
• Alegria constante no aprender, celebrações, festividade;
• Valorização das manifestações artísticas;
• Inter e transdisciplinaridade;
• Viver valores, aprender ética na atitude do outro, expandir a consciência;
• Auto-educação, ter iniciativa para pesquisa;
• Avaliação permanente.
Outros eixos norteadores da sustentabilidade podem e devem ser elaborados, mas se estes forem praticados começamos uma enorme revolução no ensino.

3. O tecido - escola física
Se a sustentabilidade é um caminho no qual andamos em diálogo com o entorno (Gutiérrez, 1999) e sede de aprendizagem, um bom primeiro passo para perceber o lado mais evidente da sustentabilidade de uma instituição escolar seria estudar tudo o que chega e sai da escola, ou seja, analisar e compreender os fluxos de materiais. Se a escola escolhe analisar sua alimentação pode perguntar, por exemplo:
• Qual a origem dos alimentos servidos na merenda? Quanto combustível se gastou para que esse alimento chegasse no local?
• Onde e como são produzidos os alimentos? São cultivados com agrotóxicos e adubos químicos? São cultivados com amor? Como são embalados? Como são preparados?
• Como é a alimentação na comunidade escolar?
• Como a alimentação afeta o estado de ânimo de alunos e professores?
• O que é vendido na cantina da escola?
Uma escola ecológica deve dar importância a estas questões e agir. Se são privilegiados os alimentos orgânicos não será somente a saúde dos alunos que será protegida, mas toda a saúde do planeta. Se além de orgânicos, os alimentos forem cultivados com técnicas agroecológicas, que conservam os ecossistemas naturais, muito melhor.

Se a escola optar por alimentos in natura em detrimento dos alimentos industrializados/embalados é produzido menos lixo para reciclagem e mais resíduo orgânico que pode ser reciclado no próprio local. Mais ainda: evita-se o consumo de aditivos. Com a diminuição do uso de açúcar e farinha branca e a preferência por alimentos integrais, frutas e vegetais a escola avança mais um passo, fortalecendo a nutrição de todos os seus membros. Se os alimentos (ou parte dos alimentos) são produzidos na própria escola diminui-se o consumo de combustível e mão-de-obra e a merenda dispõe de alimentos sempre mais frescos. Se os alunos são incluídos nessa produção mais um passo, alia-se a produção ao conhecimento. Se a comunidade é envolvida na produção dos alimentos amplia-se o bem-estar do entorno e é possível gerar renda e saúde para mais pessoas. Dessa maneira é possível vislumbrar quais são os possíveis passos no caminho em que a escola se aproxima da sustentabilidade no quesito alimentação. Fazer o caminho da alimentação sustentável na escola é perceber suas implicações ecológicas, sociais, econômicas e culturais, exercitando o pensamento sistêmico.

Quando uma escola olha para a origem de todos os materiais que são consumidos no seu cotidiano e passa a questioná-los, percebe qual o seu impacto ou sua "pegada ecológica". Compreender o processo de fabricação faz com que possamos optar melhor. Por exemplo: que tipo de papel consumir? Que computador é mais adequado para as atividades que a escola realiza? Que produtos de limpeza utilizar? Qual tem mais impacto na fabricação?

O outro lado dessa percepção pergunta: "e depois o que acontece, quando vai pro lixo ou pro ralo?" Quando a escola olha para a saída de materiais é possível pesquisar quando eles têm seu ciclo encerrado. Qual é a vida útil de cada item que entra na escola? Qual é o tempo de decomposição de cada peça de lixo gerada? Quais são recicláveis? Como são os processos de reciclagem do que é descartado? Observe que todas estas perguntas geram conhecimento ecológico, porque pressupõem uma visão que olha para o todo, estabelece relações.
Perceber os ciclos de vida dos itens consumidos é fundamental em uma sociedade completamente desligada do processo de produção e destino dos materiais, normalmente sem nenhuma idéia de onde as coisas vêm e para onde vão. Para retomar o exemplo anterior imagine uma escola que consegue cultivar praticamente todo o seu alimento e reciclar seus resíduos orgânicos fazendo compostagem. Todo o ciclo é fechado, pois o produto final, o composto, dará condições para uma nova safra. A escola aprenderá ecologia e economizará recursos que poderão ser investidos em outras necessidades.

A escola sustentável revê toda a sua estrutura física, descobre como são feitos os prédios, qual o impacto do sistema de iluminação, a hidráulica, os reservatórios de água, a pavimentação. Nesse sentido é muito importante compreender a escola como um organismo que tem uma constituição material própria, se alimenta, processa e expele, incorporando um fluxo contínuo de materiais.

Cada reforma da escola é um momento de regeneração que pode ser realizado à luz da ecologia, muitas vezes criando alternativas simples e eficazes. Uma escola que opta por mais janelas, que custam mais caro em um primeiro momento, vai economizar energia por muitos anos, e provavelmente irá compensar o investimento. Além disso, diminuirá seu impacto no planeta. A iluminação mais natural criará também um ambiente de aprendizagem mais estimulante, os alunos provavelmente serão mais alegres. Da mesma forma, uma escola que cuida do seu jardim trará um bem-estar a todos seus alunos, professores e funcionários, criando um ambiente de fortalecimento da auto-estima escolar.

Obviamente o trabalho de observação e transformação do prédio e dos materiais escolares não é para ser feito somente por gestores, diretores ou mesmo professores. É fundamental incluir os alunos e funcionários dentro deste processo, ensinando e aprendendo sustentabilidade. E caminhar até o momento em que a nossa pegada ecológica seja praticamente nula, e nós passemos a enriquecer o sistema vida ao invés de destruí-lo.

4. A costura - pedagogia sustentável
Como podemos definir pedagogia sustentável?
Diante do desafiador contexto sócio ambiental planetário em que vivemos a sustentabilidade é o resultado do fazer pedagógico que irá conjugar a aprendizagem a partir da vida cotidiana, trazendo sentido aos passos que damos rumo a uma nova forma de ser e de estar neste mundo. Nunca seremos totalmente sustentáveis já que, como vimos, sustentabilidade não é um ponto de chegada, mas um processo complexo que amplia a percepção das relações existentes entre todas as formas de vida do planeta. A partir da reflexão sobre o que é a cultura da sustentabilidade, percebe-se a necessidade de pesquisar e criar práticas cotidianas para a transformação da sociedade em direção à cidadania planetária.

No caminho para uma educação sustentável é possível identificar seis passos que estão profundamente interligados na concepção de ecopedagogia de Francisco Gutiérrez e Cruz Prado (1999).

Cotidianidade
A transformação dos seres humanos acontece dentro do viver a vida cotidiana. O espaço privilegiado que torna possível passar do discurso para a prática é o da cotidianidade: trata-se do lugar e do tempo educativo para a cultura da sustentabilidade. Quando a escola abre espaço para vivenciar o dia-a-dia e experimentar o erro, a dúvida, as inquietações, surge desejo de mudança, que leva a instituição a buscar os sentidos (ocultos ou não) do que acontece dentro da sua realidade.

Sentido
O que é dar sentido aos nossos passos?
"Caminhar com sentido significa, antes de tudo, dar sentido ao que fazemos, compartilhar sentidos, impregnar de sentido as práticas da vida cotidiana. (Gutiérrez e Prado, 1999)".

Estamos e somos parte da dinâmica da vida que é relacional, complexa e sistêmica. É por isso que a educação sustentável deve ser um processo de elaboração de sentidos. Para darmos sentido aos espaços de aprendizagem da vida precisamos estimular a intuição, a emotividade e a imaginação porque os sentimentos nos envolvem de modo vivencial em nosso processo de construção pessoal. Sentido refere-se claramente ao que foi sentido, ao ato de sentir. Quando sentimos desenvolvem-se em nós atitudes vitais, relações diretas e percepções inesperadas que geram interesse, compromisso, atitudes positivas e vontade de ser e de viver.

Como disse Simón Rodriguez (in Gutiérrez, 1999):
"O que não se faz sentir
não se entende,
e o que não se entende
não interessa".

Curiosidade

O desejo do conhecimento parte da compreensão do sentido percebido na vida cotidiana. A fagulha curiosidade que detona o processo de aprendizagem pode ser acendida ou apagada segundo o prazer que o próprio professor tem em seguir continuamente aprendendo. A curiosidade está conectada com o prazer da descoberta, que recria sentido em nossas vidas e nos faz sentir cada vez mais e melhor. Uma atitude de aprendizagem é fundamental para sermos sujeitos conscientes do processo educativo.

"Não haveria criatividade sem a curiosidade que nos move e nos põe pacientemente impacientes diante do mundo que não fizemos, acrescentando a ele algo que fizemos (Paulo Freire, 1997)."
É fundamental integrarmos a curiosidade nos processos educativos para que eles sejam prazerosos e significativos.

Diálogo
O diálogo, estimulado pela curiosidade, é o momento da elaboração conjunta, que propicia a troca de idéias e emoções entre o educando e seus colegas, professores, autores e a realidade. Dialogar é experimentar o que vem do outro, aprender a ser o outro sendo eu mesmo. O diálogo, nesse sentido, é um grande desafio cotidiano em uma época onde a ansiedade e o individualismo imperam.
Uma pedagogia sustentável cria espaços de diálogo democráticos e horizontais, que permitem fazer brotar o respeito ao outro, o pacifismo, a amorosidade e a compreensão. Um processo dialógico existe quando há possibilidade de que todos cresçam juntos.

"O diálogo, a interlocução é a essência do ato educativo. Ela implica respeito, tolerância, reconhecimento das idéias e das contribuições dos outros, interação, comunicação, comunhão, amor" (Gutiérrez e Prado, 1999).

Expressão
O processo educativo tanto será mais rico e frutífero quanto mais possibilidades de expressão ele propiciar. Aprender é muito mais que compreender e conceitualizar. Aprender é querer, compartilhar, dar sentido, interpretar, expressar, viver.

Os sistemas educacionais tradicionais privilegiam a dimensão racional/científica como a forma mais importante do conhecimento desprezando a dimensão emocional. A vivência emocional, criativa, a percepção intuitiva e as expressões artísticas constituem a inteligência emocional que envolve o educando vivencial e experencialmente em seu processo educativo. A educação sustentável equilibra razão e emoção.
" A expressão criadora leva o educando a passar de receptor a criador de informações e conhecimentos rompendo assim a dicotomia de mero expectador a re-criador, de receptor passivo a agente do processo e da mudança.(Gutiérrez e Prado, 1999)."

Re-criação: a avaliação do processo
A avaliação em uma perspectiva sustentável acontece no próprio processo educativo através de suas estratégias, procedimentos e atividades de aprendizagem, que compõem o fazer pedagógico na vida cotidiana. É feita de forma participativa, horizontal e circular, levando em consideração tanto os aspectos racionais quanto os emocionais, questionando sempre se houve sentido nos passos que foram dados, contextualizando-os dentro de cada realidade. Aprendemos recriando o mundo, e ao recriar o mundo, comungamos com o planeta e com o universo do qual fazemos parte.
"Apenas aqueles que sentem a alegria de viver e têm o prazer da existência podem fazer da vida um espaço de aprendizagem. A partir da cultura da morte não é possível promover e nem defender a vida (Gutiérrez e Prado, 1999)."

Acreditamos que os pontos apresentados façam parte de um norte para que a educação deste milênio possa caminhar em direção a transformação ética necessária para um mundo que não é, está sendo como dizia nosso querido Paulo Freire.

Referências bibliográficas
CAPRA, Fritjof. Meio Ambiente no século XXI. Rio de Janeiro, RJ: Editora Sextante, 2003.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia - saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro, RJ: Editora Paz e Terra, 1997.
GUTIÉRREZ, Francisco e PRADO, Cruz. Ecopedagogia e cidadania Planetária. São Paulo, SP: Editora Cortez, 1999.
SINGER, Paul. Introdução à economia solidária. São Paulo, SP: Editora Fundação Perseu Abramo, 2002.

Resumo dos autores
Guilherme Blauth
é artista, educador e ambientalista. Já atuou como diretor teatral e educador popular desenvolvendo projetos de arte-educação e coleta seletiva. Atualmente coordena o Núcleo de Ecopedagogia Harmonia na Terra ministrando cursos e oficinas em escolas públicas e comunidades de diversos municípios do estado de Santa Catarina e em outras regiões do Brasil. É autor do Jogo da Agrofloresta.

Patricia Abuhab é bióloga e educadora ambiental. Já coordenou diversos projetos de educação ambiental no 5 Elementos Instituto de Educação e Pesquisa Ambiental em São Paulo. Atualmente coordena o Núcleo de Ecopedagogia Harmonia na Terra ministrando cursos e oficinas em escolas públicas e comunidades de diversos municípios do Estado de Santa Catarina e em outras regiões do Brasil. É autora do CD pedagógico Harmonia na Terra, distribuído gratuitamente em 2003 às escolas públicas do Estado de Santa Catarina.

* Texto de 2003.


Criado em 16/06/2010.

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